quinta-feira, 26 de julho de 2007

Quem sou eu...

Quem sou eu...

Moro...onde o vento faz a curva...
Quando choro...torrencial eu sou a chuva...
Molho a terra...faço semear...
Brota...por onde passo...
Risos...gargalhadas...cantarolar...
Canção...alegria...é o que faço...
Encanto...corações...
Num desses duros...
Derreto...paixões...
Derrubo muros...
E batalhões...
Desperto sussurros...
Descrevo...vidas...
Em meio à seca...
Vejo cores...floridas...
No cinza...
Sou arco-íris...
No ar...
O voar dos colibrires...
Na savana...
Sou veloz como o guepardo...
Sou o tempo...
O momento...
Nunca tardo...
Sempre olho...
O que quase ninguém vê...
Cada ser...
Cada traço...
A diferença...
A sutil...elegância da existência...
A vital...desesperança...
A decadência...
A inteligência...
Popular...e erudita...
A bizarrice...
A estranheza...
A coisa bonita...
A inquietude...
A incerteza...
O velho...o novo...
A plenitude...
A clareza...
O esperto e o bobo...
Sou o Deus...
O Diabo...
O céu...o inferno...
O Coliseu...
O Empire States...
O clássico...
O moderno...
Posso voar...
Sem ter asas...
Ou motor...
Conheço o espaço sideral...
Galáxias...
O universo...
Sou a tristeza...
O prazer...
O gozo...a dor...
O ódio...
O amor...
O simples...
O complexo...
Ando a pé...
Com os pés no chão...
Sou um ponto...
O infinito...
A imensidão...
Como um quadro...
Já pintado...
Sou eterno...
A criança...
A brincadeira...
A dança...
O velho...
A memória...
A lembrança...
O nariz do palhaço...
A prata...
O diamante...
O bronze...e o aço...
O repente...
O verso...
A lissergia...
O romântico...
O barroco...
A modernia...
Geralmente...faço da noite...
O meu dia...
Me apresento...
O meu nome...ontem e hoje...
É poesia...

Duka Souto...26/07/07

terça-feira, 24 de julho de 2007

Pruma Fulô

Pruma fulô..

um colibri dá seu amor...
sua atenção...
seu verso...
e tudo mais...
sua paixão...
seu beijo...
seu abraço...
seu vôo...
suas asas...
seu carinho...
pára em pleno ar...
delicia-se com a suculência floral...
e fica lá...
a admirar...
o que vê em cores vivas...
em cores doces...
e até de fogo...
mais uma vez...
fica ele bobo...
derretendo-se em letras...
palavras...
escrevinhadas...
juntas e separadas...
mas vindas do que se sente...
com a ajuda do consciente...
da mente...
da mão...
dos dedos...
das saudades...
e desejos...
de provar...
de degustar...
a delícia daqueles beijos...

Duka Souto 03/07/07

Risos...

risos.......
meio sem jeito...
venho retrucar...
que diante de tolas palavras...
nao precisas te curvar...
cada um...
ser...
tem sua maneira de expressao...
na verdade...
eu que agradeço...
eu que sou oitamente-deitado grato...
por poder estar contigo...
e esquecer do tempo e espaço...
tendo fotografado tais imagens...
e descrito sensaçoes...
revivido os sentimentos...
que surgiram ao teu lado...
ter do teu lado gargalhado...
na tua dança ter daçado...
e no teu corpo me esquentar...
fazendo o meu frio passar...
e cada dia que acabava...
e começava...
eu por ti me apaixonava...
novamente...
de uma maneira...
derradeira...
inocente...
intensa...
imensa...
leve...
por ti...
meu cristal de neve...
quente...
ebulindo...
me esquentando...
minha vida colorindo...
meu silencio silenciando...
minha noite clareando...
meus dias...
alegressendo...
e eu...
se deixar...
ficarei...
escrevendo...
so aqui me deliciando...
de teu ser de flor e carne...
me lembrando...
da luz...
tua luz...
que me guia...
essa luz...
tua luz...
energia motriz...
que...
a...
meu...
amor...
conduz...

Duka Souto 27/06/07

Brinco de ser gente...

Brinco de ser gente...
E vivo...
Sendo assim eu vou...
Prossigo...
Digo...
Calo...
Ouço...
Entalo...
E o olho...
Apertado...ninguém vê...
O fogo esquenta...
faz o escuro...
acender...
o vento...
traz o frio...
e o tempo...
o arrepio...
se penso...
logo rio...
e um rio...de sangue...
corre nas veias...
eu e minhas raízes de mangue...
hoje em dunas de areia...
onde a lua cheia...
na praia a noite clareia...
e o mar...
o quebrar das ondas...
coqueiros a chiar...
parecem chuva...
um pôr-do-sol...
lilás...cor de uva...
que bela visão...
que bela Bahia...
que lindo lugar...
que louca energia...
que louca cidade...
que loucos poetas...
ruas tão repletas...
pura poesia...
de tarde...noite...madrugada...
também até de dia...
nos bares...botecos...
palhaços...bonecos...
pura lisergia...
jardins... fulôres...
rumores...
sussurros...
olhares...amores....
puladas de muro...
bebidas...licores...
cervejas...e vinhos...
legumes e massas...
carnes e carinhos...
calores...umidades...
suor...e tesão...
paixão...e sabores...
infinita imensidão...

Duka Souto 25/07/07