quinta-feira, 10 de maio de 2012

Alimento...

Sinto a vida,
de uma maneira...
onde os sentires de vida...
são como os sabores...
e carregando cores...
como alimentos...

Uns de cor estranha...
mas de sabores agradáveis...
Outros encantadores...
contudo indigestos...

Cada um deles...
desses sentimentos...
do sentir a vida...
tem uma função orgânica...
no desenvolvimento...
da árvore...
que eu chamo...
de eu...

Duka Souto

terça-feira, 8 de maio de 2012

Com paz - sô!

Gire como um, compasso!
-com uma ponta presa à uma base...

Olhe em volta de si mesmo!

Passa um infinito, à circular...
e a infinitar-se, como energia...
Em silêncio...
luminoso, ...
mais veloz que o som...
vasto...
interminável...
É o mundo, ...
e todas as possibilidades...
de tudo mudar...

É apenas olhar...
em volta de si mesmo...
e circular...
imerso... no infinito que passa...

                                     Duka Souto

segunda-feira, 30 de abril de 2012

30 de abril II

Tudo o que tenho...
é o agora...
e lá fora, o dia...
não me oferece a rua...
aproveito o tempo...
a escrever o nada...
buscando qualquer coisa...
não deixar parada a mente...
ouvindo um som...
junto com os sons matinais...
que apesar de úmidos e cinzas...
soam aeronaves, automóveis e animais...

Duka Souto.

30 de Abril...

Minguado...
amanhece o dia...
com chuva...
a acizentar a cidade...
com nuvens...
a sair da floresta...
e pássaros...
a cantar à chuva...
que talvez...
se esvaia ao decorrer do tempo...
ou perdure...
nessa Segunda-fria...
úmida, imprensada no feriado...
depois da noite...
em que eu não dormia...

Duka Souto.

sábado, 28 de abril de 2012

Acróstico...

Anestesia-me... a energia dela...
Leve, e aconchegante, me chega...
Impossível, transpor em palavras...
Na descoberta...
Embreagantemente... me beija...


Nem que seja só... beijo apenas...
Entrelaça, me alimenta a Alma...
Por deseja-la tanto presente...
Minimalmente, a observo... na...
Utopia, no meu sonhar, me acalma...
Com a alma aberta, me entrego-lhe...
E tento, não assusta-la...
No meu ser tão intenso...
O saber, meu apaixonar, se declara, é onde me perco, no me encontrar... e onde esqueço o que é a fala...


Duka Souto

Nepomu... "sendo"

Almas sedentas...
pela descoberta...
Por sentir...
o desejo tornar-se fato...
Me surgindo...
de verde, com uma flor no cabelo...
pro meu desmantelo...
e meu embaraço...
Desacreditando...
que de verdade era...
Entregando-me...
mesmo assim... por inteiro
Pelo cheiro...
o olhar...
o tato...
e a pele...
na pele suada...
o aroma da flor orvalhada...
O toque...
descobrindo seu corpo...
Seu rosto...
demonstrando a resposta...
Do beijo...
ainda guardo o gosto...
E os lábios...
a beijar-me as costas...
Aéreo tento traduzir...
Perco até o controle dos dedos...
Tentar escrever, não! é melhor só-rir...
Entregar-me ao acaso...
Sentir-me o desejo...

Duka Souto


terça-feira, 24 de abril de 2012

Bom dia!?

Acordando...
cedo com o sol...
e os pássaros,
a desejar bom dia...
com seus cantos,
e eu,
a receber o bom dia...
com os pés no chão frio...
uma mordida de inseto noturno...
a coçar na minha mão...
direita...
desligo a música...
que tocou enquanto eu dormia...
desperto para mais um...
um dia...
o que me aguarda?
que surpresa ele me guardará para hoje?
ou será que,
será apenas mais um dia comum? ...
cheio de vazio...
ficando só...
preenchido com os versos que a solidão traz?

Duka Souto

sábado, 21 de abril de 2012

Sábado Cinza...

Sábado cinza...
e eu, ...
esparramado no sofá...
com preguiça de existir...
mover-me...
e...
até de mudar o canal da tevê...
Mas...
uma vontade...
de ...
sair e ver o mundo...
contudo...
fico no mesmo canto...
pego o violão...
finjo tocar umas músicas...
fumo alguns cigarros...
e o tempo...
parece tão parado...
quanto...
a imagem cinza...
que existe janela a fora...
Ainda me resta...
ao menos...
registrar...
esse completo tédio...
uma casa vazia...
um ser humano a ...
esvaziar sua solidão...
com as palavras de um sábado cinza...

Duka Souto

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Acento-pontuando..

Um ponto...
suspenso no ar...
Enraizada...
uma exclamação brota...
uma vírgula...
em gota de orvalho...
com reticências...
indagou a flor torta...

Quando o inseto...
do chapéu de circunflexo...
a pendurar-se...
numa interrogação...
gritou...
_Ei! Você...
dos asteriscos nos olhos...
para que esse til na sobrancelha?

E entre aspas...
abrem chaves e colchetes...
no ponto e vírgula...
uma crase a sorrir...
olhando o trema em cima do U...
depois o agudo no A...
e o agora é Já...

Duka Souto

sábado, 14 de abril de 2012

O vento chega...


o vento chega...
levando consigo...
no som do choro...
um pedaço do sentimento...
um fragmento da minha dor...

o vento chega...
soprando pra longe...
um tanto de ausência...
umas lascas do tempo...
e gotas de cor...

o vento chega...
soando a sinfonia do hoje...
cantando o agora...
girando um cata-vento...
e o cheiro é de flor...

Duka Souto.


Como a mim sorris...

Grito amor,
ao mundo...
e o verso,
disso tudo é lindo...
mesmo no processo, bruto...
todo som, escuto...
e toda cor eu vejo...
beijos as flores-belas...
como um colibrí...
sorrindo pra elas...
como a mim sorris...

Duka Souto.

terça-feira, 20 de março de 2012

O quadro...

Uma mancha carmim...
e um rosto marrom...
assim, foi que enxerguei...
hoje à tarde, ao pintar...
um poema desenhado..
com vontade, da descoberta...
a sentir um... sentir... colorido...
que em vermelho cândido...
sombra tostada...
branco zinco...
e preto...
coloriram o vazio...
preenchendo, minha tarde de paixão...

Duka Souto

quarta-feira, 14 de março de 2012

Chuva de Sentimentos...

E de um pedido de desculpas...
uma idéia nasce...


_Podia compilar...
ou melhor, espalhar...
subir numa torre bem alta e...
jogar lá de cima...
bombons de trocadilhos e palavras...
ia ser a primeira vez que ia cair...
uma chuva de sentimentos...


_Talvez também...
o primeiro trovejar de versos...
numa ventania poética...
a gotejar rimas coloridas...
com reticências a subir em bolhas de sabão...
e o povo louco... estourando-as...
para adocicar suas vidas...
com os sorrisos de carnaval...


Duka Souto e Fabiana Luedy





terça-feira, 13 de março de 2012

Com gosto de fruta doce...


Há!!!! esses reencontros...
essas almas que não se esquecem...
quando olham nos olhos...
vêem a saudade de outros tempos...

Ressentem, os sentires doutras vidas...
com gosto de fruta doce...

Como uma dança que...
as faz bailar o salão inteiro...

Como um tesouro encontrado...
que por tempos era procurado...
com cheiro de pão francês quente...
aberto à mão...
com manteiga passada pelo verso da colher....
a derreter sob o miolo... amarelando-o...
tornando-o crocante por fora...
e suculento por dentro...

Há!!!! esses reencontros...
não quero sede, nem fome...

Com tanto sabor...
eles alimentam a vida...
recarregam as baterias da alma...
irrigam de cores de paixão...
os corações dos corpos...
onde hoje habitam...

Essas almas que não se esquecem...

Duka Souto e Aline Nepomuceno

sábado, 10 de março de 2012

Frutos da Mídia...

Explosão de saberes ocultos...
Mudos gritos de silêncio...
Na ciência de seres astutos...
Em simples flashs de tempo!

Palavras que falam por si...
Gerando infinitas visões...
Canções, poemas e prosas...
Que constroem e destroem nações!

Na era da pornofônia...
D mídia massificadora...
Extingue-se a poesia...
Que um dia foi encantadora...

O povo não vai mais à rua...
Não briga pelos seus direitos...
Mulheres requebram-se nuas...
Com retalhos de pano nos peitos...

Mas quem é que se importa com isso!?
Pra quê um povo inteligente!?
Alienar o ignorante, o omisso...
É mais fácil que fazer Repente!!!

Duka Souto 2008

quarta-feira, 7 de março de 2012

Onde mora a tristeza

Gritei...
pra dizer baixinho...
para mim, sozinho...
o que era aquilo!

Sonhei...
com um belo sorriso...
d`uma bela moça...
e não há quem possa!

Nossa...
acordei feliz...
vermelho, era meu nariz...
Alegria era meu nome!

Onde...
mora a tristeza...
em mim nasce a beleza...
e no fim...

Termino...
eu mesmo, sorrindo...
somente, rindo...

Duka Souto e Cacau Reis



quinta-feira, 1 de março de 2012

Ser-se

Enquanto o mundo se decide...
vou organizando meus pensares...
deixando um pouco de voar...
pisando menos pelos ares...

É quando, o eu, que se decide...
o que quer, ele, sentir...
quem, ele, quer conhecer...
e deixar o resto se ser...

Se ser...
um amor...
por uma menina...
ou uma mulher...
se ser apenas o que é...
o incondicional...
o que também traz certa dor...
ser-se o sentir natural...
ser-se apenas amor...

Duka Souto

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Coisas de Caranval

Coisas de carnaval...
Um apaixonar volátil...
Que esfarela...
Jogado fora, sem demora...
Pelo receio dela...
Embora triste... um amor existe...
Em cores de aquarela...

Coisas de carnaval...
A esfera gira... fico tonto...
Só de nela pensar...
Já sabia como seria...
Mesmo ciente...
E de repente...
Iria eu, me apaixonar...

Coisas de carnaval...
É sempre assim que acontece...
Tudo é divino...
Maravilhoso...
Mas sempre...
O outro dia amanhece...

Duka Souto

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cata-vento...

Versifico e...
Diz..verso... e fico...
o instante...
do exato momento...

Colorindo...
o colo... rindo...
no sorriso...
um cata-vento...

Rasga o som...
em gargalhada forte...
Não sei se volto...
ou subo pro norte...
Ao lembrar disso...
gosto do azul...
Assim vou voando...
e sorrindo pro sul...

Um Cata-vento...
no sorriso...
rindo o colo...
Colorindo...

Do exato momento...
o instante...
Diz...
verso e... fico...
e Versifico...

Duka Souto

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vôo sem fim...

Transformando o ócio em arte...
Olhando ao redor, tudo e todos...
Transito por todas as partes...
Se partes, ainda ficam outros...

E os olhos do pássaro marrom...
Atentos ao que há de bom...
do belo a sutil alegria...
de um simples desejar: - Bom dia!
ou um mero olhar para o olho...

Me entrego de asas abertas...
mergulho nesse vôo sem fim...
caminho com mentes inquietas...
anarquistas, livres, libertas...
bem como a que existe em mim...

Duka Souto    

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Zero

É!

Esse cheiro de despedida...
Só me recorda a solidão...
Mas não a do "espaço vazio,
entre eu e mim"...
Não nesse vão!

A solidão de sentir-se vazio...
Sem nada por dentro pra sentir...
Sem ter calor, ou estar frio...
Sem nem o nada pra existir!

Esvaziado!
Seco!
Só!

O fim...
gerando um começo...
desfez-se o laço...
não vê-se o traço...
nem mesmo pó.

Duka Souto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bons Ventos...

Quero uma brisa que junte meus farelos no canto da sala...
pra ver se com a poeira eu me reconstruo...

Quero um vento que me leve pra onde nada se fala...
pra ver se no silêncio do mundo... não me destruo...

Quero uma tormenta que me leve ao olho do furacão...
pra que dentro da calmaria dele... me tranqüilize o coração...

Quero um vendaval que carregue embora todo o passado...
e deixe no seu rastro... apenas o belo e o amado...

Duka Souto

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lu - iese II

Delicadeza felina...

A cada passo...
e cada gesto fascina...

O controle absurdo, de seu corpo...
fragmentou-me os pensamentos...
deixou-me completamente torto...

Deixando em silêncio meu eu...
criando na minha mente um quadro...

Esculpido pelo descobrir, do corpo dela...
e em minhas mãos, um enfarto...

Em meus olhos fechados...
todas as cores possíveis duma aquarela...
pintada pelo meu dedo...
molhado no suor da bela...

Em minhas narinas...
o cheiro de sua flor orvalhada...
e em mim a paz, e o brilho...
do primeiro raio de luz..
de uma linda alvorada...

Duka Souto

Lu - iese I

Luz... emana...
o sorriso dela...
no olhar a chama...
de um florir de primavera...
no sabor um doce...
meio-amargo e azedo...
coisas que me trouxe...
sem saber, num beijo...

Seu abraço intenso...
aconchega e acalma...
mas também inflama...
minha chama clara...
e por dentro fervo...
pura ebulição...
ao sentir seu cheiro...
ao sentir seu corpo...
e ao sentir seu gosto...
perco toda noção...

Duka Souto

Sentada ao Lado...

Eu, esperando o decolar...
enquanto uma sandália...
de cor laranja balança...

em circulares movimentos...
a encantar-me os pensamentos...
gerando um ritmo, uma dança...

Agora, na outra perna...
a prata da tornozeleira...
toa seu som, ao movimento...
sutil de de forma faceira...

E eu, aqui sentado...
observando, sozinho calado...
com a caneta a resgistrar...

A bela moça sentada ao lado...
que este poeta, mais que encantado...
fez o poema pra se expressar...

Duka Souto

Afastou...

E o que fica?
Já que o amor se afastou...
Uma sílaba partida...
Um fragmento de cor...

Uma pausa...
Um retrato...
Um gesto singelo,
Um ato...

A lembrança de um tempo...
d'um fato...

Dizer o que nunca foi dito...
Desenhar palavras sobre o que nunca foi escrito...

E o que fica?
Já que  o amor se afastou...
Uma cara...
Uma faceta...
Um B de beijo de borboleta...

Um grito em silêncio...
Uma frase sonora...
Um sopro de vento...
Dizendo: - Vá embora!!!!

Um querer não querer...
Sem nenhuma noção...

O que vai acontecer?
- Não pergunte, mais não!

Duka Souto

Margarida da Praia

O escaldar do sol,
na areia esbaforida...
Fisgado por um anzol,
de uma bela Margarida...

O poeta sentado pensa...
encontra o azul,
a cor do céu...

Por acaso é a cor da tinta...
que rabisca seu papel...

E se enamorando, à sós...
brincando com Ás, em Oz...
Volta e acorda pra vida...

Pois não sabe quem...
muito menos, de onde vem...
a tal, bela Margarida.

Duka Souto.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pensamentos...

Um dia pensei...
a primavera é para sempre...
foi então que de repente...
em mim chegou o inverno...
branco e frio como o Ártico...
seco e sem muita vida...
como o deserto...

Foi então que reparei...
o meu outro pensamento era incorreto...

Para o tempo e o amor...
sempre ande aberto...
para que lágrimas escorram...
pisque os olhos...
ou destrua o amor de alguém...
ou...
despetale seu próprio amor...

É pior que chegar...
no dia da morte sem notar...
que a sua primavera...
nunca chegou...

Duka Souto

Verso Detrito

queria gritar o meu nome bem alto...
num salto enorme... 
voar e sumir...
queria escrever o meu nome no asfalto...
foi noutro passado... 
mas já consegui...
gritei o meu nome...
tão alto em silêncio...
que tudo por dentro...
pois-se a derreter...
gritei o meu nome...
com o som do atrito...
do verso detrito...
que acabo de escrever...

Duka Souto

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gastrite

E tudo me dói
por dentro...
meu corpo...
minha alma...
meu centro...
uma ação e...
cabum!!!
tudo pode mudar...
mais um pouco de dor...
menos muito de amor...
mais ou menos isso...
parece fácil, não é?
pois é!!! nada disso...
ponha-se no meu lugar...
sinta o que eu não estou sentindo...
dói...
mastiga, a gente por dentro...
meu corpo...
minha alma...
meu centro...

Duka Souto

domingo, 11 de setembro de 2011

Enquanto escorre.

andam os segundos...
enquanto escorre, ...
por entre os dedos, ...
o tempo, muda o agora...
e a hora, que ora é lenta...
tingiu o amor de magenta...
deu às flores, seus furta-cores...
melou de azedo-verde o limão...
lambuzou de dourado-ouro o mel...
que brilhou como o sol da manhã...
prateou, o negrume da noite, com a lua...
e manteve invisível, a cor da tua alma nua...
enquanto escorre...

Duka Souto

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Infinito

Necessito dum verso que...
diga meu nome...
e diga pra onde...
Eu devo seguir...

Preu ir ao além...
do ninho do verso...
Eu peço, o silêncio...
das almas que gritam...
a velocidade das pedras...
que ficam...
apedrejam paisagens às margens do rio...

O fio, tecido por tais oito patas...
e a palavra tecida...
pelas oito letras...

Duka Souto

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vê...

Vê...
      o...
         adormecer...
                          da flor...
Vê...
 o...
    orvalho...
                gotas...
               a...
     formar...
pelas...
        brechas...
Vê...
      molhar...
escorrer...
e...
   o...
      ser...
           relaxar...
Descolando...
                   o ar, ...
o Amor...
faz...
     no frio, ...
                calor sentir...
e...
   se doer...
               ele...
                     faz - nus...
                  rir...
Vê...
     os corpos, ...
                       num...
                    ...humano laço...
pra sair...
          pra chegar...
no compasso...
           tem que ir...
Vê...
      se deixar...
flutuar...
        pra saber...
esquecer...
         tente...
ao menos...
        tentar...
descobrir...
        como é...
   o...
      Sentir...

Duka Souto

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe


Mãe...

Pra tudo que é Mãe...
Já tem um poema...
pra Mãe que é grande...
Também pra pequena...
Pra aquela Mãe séria...
Para a Mãe Palhaça...
Pra Mãe que é Bruxa...
Pra Mãe que é Beata...
Poema de Mãe...
coisa que não falta...
é Mãe que estréia...
de primeira viagem...
é Mãe que é Biza...
e haja bagagem...
Tem Mãe tatuada...
Tem Mãe que tatua...
Tem Mãe que é minha...
Tem também a tua...
Tem Mãe que é Cumprida...
Tem Mãe de Iago...
Tem Mãe de Miguel...
Tem Mãe de Francisco...
Mãe de Deus do Céu...
Até Mãe de Bicho...
Mãe fotografista...
Mãe cineasta...
Mãe equilibrista...
Mãe acrobata...
Mãe cozinheira...
Mães executiva...
Mãe enfermeira...
Mãe alternativa...
Tem Mãe que é menina...
Tem Mãe oradora...
Tem Mãe Cajuina...
que é Cantaroladora...
Tem Mãe de Criação...
Mãe que é Madrasta...
Tem Mãe que é toda concrética...
Mãe que já é abstrata...
Mãe de 15 filhos...
Mãe de um filho só...
Mãe que foi pro exilio...
Mãe massa de Cabrobó...
Mãe é Mãe isso eu digo...
e não há quem então discorde...
Mães são tudo de bom...
e só é Mãe quem pode...
pois toda Mãe tem um dom...
e um coração que nunca explode...

Duka Souto

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Curto

Todo...
verso curto...
soa como um pulso...
unitário...
avulso...
segue adiante o curso...
todo...
verso curto...

Duka Souto

terça-feira, 29 de março de 2011

RomaLem

dói...
...quando se ama o amor diferente...
...brilha...
na lágrima a escorrer no rosto...
...molha...
o lábio e salga a boca dela...
na fenda criada por um sorriso...
...fosco...
olha através dos olhos...
...a janela...
flores de primavera...
...aroma sente...
leve... por entre abelhas...
...a flutuar...
no enxame o mel amor em sua nascente...

DukaSouto

sábado, 19 de março de 2011

Para-fuso-com-para-fuso

Parafuso...
       ....o fuso para...
o tempo
         para...
                   o mundo todo...
          se repara...
                 em para-fuso...
     mas se dé-para!
         com fuso, e abstrato se
                         separa...
Paro o fuso...
                     no momento....
            meu tempo...
                  diz-para,
                                para onde?
                     di-fuso...
                         onde o fuso...
                                           para?
          Quando para o fuso...
                   ouço mesmo surdo...
                               tudo se...
               ...com para;
           Cala, grito mudo
           fala, absurdo...
          com-fuso pára.

Duka Souto 2007

terça-feira, 1 de março de 2011

Celebrar...
e descereberar...
pelo fato de vivermos...
sempre, distantes...
lugares, pessoas...
descobrindo sozinhos...
separados...
jamais houve uma comemoração...
de nós...
uma ciranda...
um esquecer o mundo...
por um momento...
depois do juntar...
o romântico nos fugiu...
e a burocracia, instalou-se...
concordas? ou estás de acordo?
em silêncio...
sem a certeza, do agora...
vivo o que amo...
e amo sem importar-me com a vida...
a incrível, formosíssima flor...
que sprekeliando... ou esquecendo a delicadeza...
da primavera...
compartilha comigo...
seu agora...
reflito...
calo...
na loucura...
do embalo...
da cor...
e o amargo...
da...
união...

Duka Souto

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fim da primavera...

Hoje o pássaro...
canta a melodia triste...
que anuncia o fim da primavera...
tristeza tamanha...
pra ninguém existe...
em toda atmosfera...

O amor à flor...
cujas pétalas e néctar...
ao verão secaram...
é enorme a dor...
hoje se suas lágrimas...
o petrificaram...

E num céu azul....
a trovejar raios...
de coração partido...
amuado o pássaro...
fica com o silêncio...
do amor sucumbido...

Duka Souto

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rascunho

e eu que de nada esqueço...
não lembro de me cuidar...
descrevendo o cotidiano...
escrevi algo rimando...
descarregando o meu viver...
meus amores, paixões...
temores, decepções...
nesse meu mundo de versos...
avesso e contraditório...
mero, singelo, simplório...
mesmo carregado de complexidade...
as perguntas que faço à eternidade...
das respostas, sempre existiram...
criando as dificuldades...
os dilemas...
as encruzilhadas...
contudo...
caminhando pra frente...
traçando esquemas...
a sós, pelas estradas...

DukaSouto

domingo, 16 de janeiro de 2011

Teclar-poema...

desafio de repente...
de cordel...
falar da gente...
fazer da tela...
o papel...
e do teclado...
a caneta...
unir tudo em qualquer espaço...
e virar dono do planeta..

Duka Souto

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

por Andanças

fotografo, o passar do tempo...
que mais se mostra parado...
e agora no exato momento...
com saudade e um tanto cansado...
descrevendo o tempo que não passa...
com caneta azul e papel...
se meu vôo não estivesse atrasado...
com certeza estaria no céu...
rabiscado estaria o papel...
carregado de versos da alma...
o meu grito aqui pede calma...
e meu verso circula um anel...
...

um silenciar interno...
tão calado que incomoda...
traz na palavra escrita...
do ouro amarelo, a pepita...
e o calor, d'uma noite gelada...
mas sem as pétalas da flor...
está longe... Óh meu grande amor...
que eu já não sei de mais nada...
e aqui, só pintando um poema...
com saudade de minha pequena...
aguardando pra casa embracar...
atrasado uma hora e vinte...
só me resta fazer o seguinte:
_escrever para o tempo passar...

Duka Souto

fragmento do pensar... o elo...

eu vivo, e o tempo passa...
o tempo passa...
e a morte sempre ao lado...
a uma abraço de distância do músculo do miocárdio...

Duka Souto

Tomates no calor...

O calor...
um saco de tomates...
depois de despelados...
em quarto parte...
cortados...
vinte minutos de fogo...
o Dark Side, Floydiano...
é a infância que vai tocando...
é a saudade, de novo...

O calor...
eu e os tomates...
derretendo...
eles na panela com azeite...
e eu pelo suor escorrendo...

O calor...
e a surpresa interrompendo...
um fungado no cangote...
de uma flor, que entrou no bote...
pegou no flagra eu escrevendo...

Duka Souto.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

sinto

vontade de querer ser
o que eu desejo agora
outra vontade é apenas vontade ou querer?
quando não existe a fonte do principio
o meio é principio do fim
e no fim recomeça a dúvida
como chegar?
chegar?
onde? como? quando?
a vida incontante deixa vestígios de curvas inconstantes
na mala de meios estranhos me perco no futuro do meio
a necessidade das palavras me leva a crer que a vida é mesmo um mistério
por que?
o mistério, ou o meio?
sem certeza, de nada anseio...
e descubro...
uma interrogação...
como um ponto iluminado...
em meio ao breu...
na total... imensidão...
de desejos em ser aquilo que nao se pode prever
um tiro no escuro.


Mab, Duka e Zeg

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Manar...

Algo que vem de dentro...
explode fragmentando-se...
espalhando-me ao vento...
e um trovão relampejante...
me embranquece toda a vista...
nesse segundo de cegueira...
pela brisa flutuando...
me deparo com a flor...
e em suas angiospermas...
num entrelaço de caule e pernas...
intercorrendo, escorre o ato...
o mas genuíno dos atos...
eclode o meu sentir amor...

Duka Souto

Aflorizado...

um vaso vazio... 
cheio de terra... 
adubo... 
umidade... 
luz e sombra... 
mas um vaso vazio...


Duka Souto

sábado, 30 de outubro de 2010

Manifesto...

Um sentir... que não desejo a Seu Ninguém...
no meu protesto...
do acontecido...
falar do fato ocorrido...
que dele agora posso rir...

Foi-se o direito de ir e vir...
a hipocrisia, plaina e invade...
corrupção, propina...
vaidade...
a falta de educação...
criaram, um monstro...
morro acima...
repito...
à base de propina...
que agora, querem acalmar...

Não adianta dar esmola...
começa tudo na escola...
no incentivo ao professor...

Que hoje, recebe uma merreca...
mal paga o preço duma boneca...
até numa liquidação...

Dá aos futuros, educação...
investe, neles duas décadas...
não aliena, mostra a razão...
que então receberás a tréplica...

Duka Souto

Pra Ninguém...

O veneno...
é a brancura...
que a beleza...
dela, tem...
É o arôma...
quando atravessa...
as vias nasais...
só transformando...
potência do bem...
E o encanto...
o crescimento...
o amor se aquieta...
'té pra ninguém...

Duka Souto

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De veneta

o caos instala-se em minha mente...
me perguntando bem latente...
o que não sei se tem resposta...
me mostra...
o outro lado, de um futuro...
bem logo atrás...
desse meu muro...
o qual vou ter que desmanchar...
tem força...
e fundição bem estacada...
GG-50, concreto e massa...
e eu, meu braço...
e a marreta...
vou ter...
de ter a calma...
calma de um artesão...
que esculpindo...
talhando à mão...
faz sua arte...
de veneta...


Duka Souto

domingo, 17 de outubro de 2010

Realizando...

...uma promessa que esqueço...
mas sempre refaço-a, quando lembro de poesia...
escrevendo versos cheios de apreço...
compartilhando-os, pra ver se'alguém respondia...

Me engrandece, as loucuras pratilhar...
acho que todo mundo disso precisa...
de expressar coisas com rima ou sem rimar...
e dividir com um poeta ou poetiza...

Só agradeço aos seres dessa natureza...
por existirem, e em letras, se expressarem...
catando vírgulas do alheio, vêem beleza...
e as retissências pros poemas continuarem...

puxo um fio do seu tecer
para a palavra engrandencer
peço desculpas pela demora
mas o desenrrolar se faz agora

quando a rotina para p descansar
e as palavras me engasgam
as rimas me põem no colo
e me levam p passear

o meu querer intranquilo
essa sede de beber todo o mar
vontade de vivrar peixe
e na imensidão me lançar

pasmada com certas situações
força pra n desebar
não seguir o que me vem na mente
pra a raiva não deixar brotar



assim transformar o vinho em aguá
por a pomba gira pra descansar
mas sem deixar nada pra depois
na companhia do poeta
que me conduz a dança a dois...



Duka e Thais Maia

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Viagem

Ao falar de coisas...
coisificando a completude...
a direcionalidade dos sentidos...
que a poesia...
dá às palavras...
vê-se...
que a difernciação...
entre o eu fazedor...
e eu leitor...
produz...
uma gama de possibilidades...
interpretativas...
e sentimentais...
infinitamente...
vasta...
Tanto...
quem transcreve...
da alma...
quanto...
quem com a alma...
interpreta...
sentem...
um poemar...
único...

Duka Souto

Caldeirando...

Um aroma de saudade...
me enche d'água a boca...
me deixa apnéico...
e por segundos...
transcendo entre as cores...
de um jardim imaginário...
donde vem meu amar às flores...
e onde conzinho feitíços...
em meu caldeirão...
a lenha é o lápis...
o fogo, a alma...
o ingrediente fundamental...
amor...

Duka Souto

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

um riso no verso triste...
tinge de azul um pássaro...
que derramava...
lágrimas negras..
por um amor carmim...
e corria...
pelo dourado do sol...
certo... da sedutora rosa...
que a branca da Lua...
cuidava...
no planeta do Pequeno Príncipe...
está...
bem...

Duka Souto
Agora...
visto que a dor...
se despediu de alguém...
recordo que não choro...
e a dor...
pintada...
em meu couro...
ilusório...
tatua... carcumendo...
novamente... a mente...
como na noite...
de uma livre despedida...
e a alma...
leve e colorida...
flutua...
eu...
tatuado...

Duka Souto

domingo, 26 de setembro de 2010

eu desatino, e loucura vira verbo..
no momento, o qual escevro...
todo meu vebalizar...
conta que já fui ao inferno...
e enquanto nele, fiz nevar...
pois só vivo a transcendência...
toda absurdescência...
transformando, água em gelo...
gelando no desmantêlo...

domingo, 19 de setembro de 2010

quando Penso...

Para cada...
intervalo de silêncio...
o nada...
soa e entoa uma sinfonia...
e em cada coisa que penso,
que penso...
um bilhão de intervalos de silêncio...

DukaSouto

sábado, 18 de setembro de 2010

Virada

sem o poder de adormecer...
fico pela minha noite que amanhece...
o sono...
se vai... e esquece...
mas se lembra, do presente instante...
um Bach, nas caixas...
e o som deseja bom dia...
ao sol, nem vem se mostrar...
e nuvens da madrugada...
aguardam para...
quem sabe chover...
ou, simplesmente...
sublimarem...
no calor das horas que passam....

DukaSouto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sa-ú-da-de

Agora,
mais um pouco de saudade,
entre versos me invade,
e esvazia minha tarde...
Embora,
a tal flor que a mim namora,
não se encontra em sua carne,
por isso a saudade arde,
E demonstra sua beleza,
a falta, que se junta com a tristeza,
arruma a casa e põe a mesa,
vai colorindo a solitude,
e eu,
vou simplesmente descrevendo,
o mais encantador veneno,
da saudade, em verso puro...



Duka Souto

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Gostei!

abro a janela...
uma fresta...
de forma modesta...
só que ela passa...
a flor de minha primavera...
suave na brisa...presença... tão farta....
é quando o som do silêncio...
diz tudo calado....
e tudo acontece...
na verdade de tudo o que penso...
de tudo desfruto...
e o poema se tece...

DukaSouto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Shcwbethy

Hoje cheirei com saudade...
a flor de meu amor...
e minha vaidade...
resolveu... o tal momento...
transcrever em verso...
musicamos na mesa de bar...
desenhei-a com a ponta do meu dedo...
tomei distância, mesmo perto, e me apaixonei...
na observância de seu floral universo...

DukaSouto

Blues...

Uns versos salgados...
com sabor de sargaço...
o "mistério do planeta" revivido espéctadoramente....
decorrente de loucuras individuais...
não de propriedades autorais, por conta da Zuwuya...
é assim que conhecemos...
nosso Deus...
descobrimos...
nosso Diabo...
o que é verdade...
e que ninguém é capaz de mentir ao outro...
... a partir do momento em que o ouvinte acredita que é vero...
o mentiroso mente apenas para si...
isso é a criança...
a purificacência....
o não criar espéctativas...
a confiança...
o amor...
a amizade...
o respeito...
isso...
é apenas...
ser...

Duka Souto

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

o Curso

é a vida que segue seu curso...
o rumo é desconhecido...
o caminho perigoso e florido...
e as belezas espalham a paz...
mas sempre queremos mais...
que apenas um rumo desconhecido...
ou, um caminho perigoso e florido...
é a vida que segue seu curso...

Duka Souto

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Real?

hermetificando...
o pensamento...
transmutando...
o próprio ser...
nessa alquimia eterna em busca...
do fim...
da morte...
na curiosidade...
do pós morte...
questionar...
querer saber além...
além dos sonhos...
o que seria na verdade, o real?
o agora? o sonho? o amanhã?
não tenho essa resposta...
por isso...
paro de perguntar sobre...
vivo todos os dias...
sabendo que a qualquer momento...
pode ser o último...
tendo só, som, versos...
e as cores de uma poesia torta...
apenas agora,
posso dizer...
que vivo...
daqui a pouco...?
nem sei...
ontem...?
já foi...
por isso,
somente, por isto, é que...
fundo...
instituo...
faço expressar-se...
o meu real...

Duka Souto...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como me amar

quem sou eu para fazer alguém feliz...
se esse alguém já não for feliz sozinho?
se esse  alguém não tem amor por si...
como posso ser amado por ele?
como posso buscar fora, algo que...
está dentro de meu ser e eu não sei?
vou passar a vida inteira a procurar...
vou chorar,
gritar,
me matando pouco a pouco...
louco eu ficarei,
mas não pro bem...
cada dia me distanciarei do Zen...
cada vez que eu viver no amanhã...
ou lembrar daquela dor que já passou...
sempre que eu me virar para o passado...
do presente,
perderei todo amor...
que me amou,
enquanto eu estava ontem...
e o ontem morreu tanto quanto eu...
ficarei com as imagens e antes que sumam...
no instante,
em que as lágrimas me inundam...
e me afogam,
me tirando todo o ar...
como é que poderei amar a alguém?
se eu nunca descobri...
como me amar?

Duka Souto

terça-feira, 1 de junho de 2010

hoje a Tarde..

uma tarde gélida...
friamente aconchegante...
nos intervalos, entre a geladeira e o sofá...
o cigarro pendindo um café...
e as mão pedindo calor...
a mente pede um poema...
os carros passando pedem pressa...
eu peço calma...

Duka Souto

segunda-feira, 31 de maio de 2010

essa Tarde

um frio...
e o vento sopra...
o casaco esquenta o silêncio...
o sono vence a batalha...
as pontas dos dedos roxas...
lábios secos...
enquanto a flor adormece...
a chuva molha os cáctos...
e as orquídeas...
sorriem...
um sorriso úmido...
cheio de folhas grossas...
e versos...
da serra-de-disco...
gritam do corredor...
e silenciam...
e gritam...
e...

Duka Souto

quarta-feira, 26 de maio de 2010

no Trago

traga que eu trago...
o talo...
e queima a seda que envolve...
o mato na queimada arde...
e a mente, se desloca leve...
leva a fumaça verde...
madura ou quem sabe...
em quadros...
ou bolas pretas duras que esquentam...
pingam quando viram brasa...
com a asa vou a onde quero...
o belo fica mais lustroso...
ruído mais silencioso...
e o cérebro adormece então...

DukaSouto

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O passo...

o silencio das horas passando...
o tic-tac do ponteiro...
um verso, no presente instante...
e o louco do interessante...
é ouvir todo o som...

é bom...
vai relaxando...
e com as palavras aqui pintando...
aquilo que só vem na mente...
o enredo do meu repente...
recorda o passo do mameluco...
cabra de frevo, de pernambuco...
pernas pro ar, caixa e clarins...
em um segundo que se combina...
o pierrot, a colombina....
eu de bermuda, e camiseta...
flertando, de chinelo nos pés...
lembro de ti Olinda...
bela marin dos Caetés...

Duka Souto

sábado, 24 de abril de 2010

Vago pelo vento, no tempo
D'um compasso quaternário
Um mar de nuvens ao relento, no céu...
um gasoso balneário...

Duka Souto

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prece...

livrai-me da presença..
de quem não gosta de flores...
de quem puxa o nariz do palhaço...
de quem não deseja bom dia...
de quem adora cortar o laço...
de quem teme ser feliz...
de quem reclama ao ouvir música...
de quem finge que não escuta...
de quem não é aprendiz...
de quem representa ser outro...
mas a vida não é palco...
de quem proporciona o desgosto...
sempre com a alma lavada...
de quem quer tudo pra si...
de quem também não quer nada...
de tudo que não faz rir...
do fim do canto da alvorada...
da vida sem poesia...
do riso sem alegria...
do final da caminhada...


Duka Souto

Simbiose

Nas alvoradas... caminhando rumo ao sol...
encruzilhadas e esquinas, tateando o vento...
O tempo, mostra-se tão claro quanto a luz...
clarificando sensibilidade e sentimento...

A simbiose da energia,
vai nublando o meio-dia...
sombra no sol, faz a paz...
No intervalo da inspiração,
a imensidão que guia...
para nunca olhar pra trás...

Pra plantar flores no jardim da escuridão,
Desabrochar de várias cores, com as mãos pintando...
Todas as forças gravitacionais, se vão...
E por inércia, é que as coisas vão se transformando...

Duka Souto

sábado, 10 de abril de 2010

... ... ...

Como se pudesse...
fazer tudo que quer...
eu calo...
calo com um grito...
grotesco mas não aflito...
silencioso...
ruidoso...
e...
bonito...
como o primeiro passo adiante de uma criança que aprendera a andar...
como um velho banguelo que depois de anos volta a sorrir e mastigar...
como ter a primeira namorada... e no primeiro beijo... pensar... eu a amo...
sem nem mesmo saber o que é amor... e que ele muda com o tempo...
esse grito...
carregado de silêncio...
entorpecido de paz...
embriagado de mim...
eu chamo de poesia...

Duka Souto

Momento...

Um momento solitário...
num silêncio ruidoso...
automóveis a passar na rua...
a vida nua... na sua forma de se estar...
só...
sem a presença de ninguém...
acompanhado apenas de palavras...
que se deixam sair pelos dedos...
no estado em que a alma...
clama pela solidão...
na finalidade de conversar consigo...
e nesse abrigo...
ser...
e estar...
apenas...
só...


Duka Souto

sexta-feira, 9 de abril de 2010

...

E ela...
no jardim das flores...
travestida de menina, com seus olhos de fogo...
no silêncio...
como os olhos fechados...
o meu eu solitário...
escreve a ela de novo...
Pintada de pintas furta-cor...
reluzentes como madre-pérolas...
meu e dela é o nosso amor...
construído de dedos...
água e aquarela...

Duka Souto

O caderno da alma

Por horas...
versifica-se o tempo...
Ao relento...
o silêncio distrai...
O calor...
deixa o corpo sebento...
e sedento da vida...
sempre querendo mais...
Inicia-se...
o caderno da alma...
sempre com toda calma...
a escrita que vem...
Não pertencendo ao ser que a transcreve...
numa pausa tão breve...
a mente chega ao Zen...

Duka Souto

Deleitado

Suavemente... a poesia...retorna...
leve como a fibra de carbono...
colorida como a aurora boreal...
molhada e escorregadia como pedras de um rio de corredeiras...
simples como uma manhã em cidade de interior...
com palavras simples...
sem gramática normativa...
com um sorriso...quem sabe banguelo...
ou cheio de dentes de leite...
deleite-se...

Duka Souto


Rabiscam...

Os versos jogados no canto da sala...
A palavra, de ressaca, no sofá...
Advérbios e preposições famintas,
fuçam a geladeira e a dispensa,
em busca de papel, para degustar...

Um verbo, vestido de cupido, atira flechas de amor...
Substantivos, pronomes, artigos e todas as outras classes,
apaixonadas pelo grafite do lápis, em atrito com a madeira...

Rabiscam um poema...

Duka Souto.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Stella Maris

No brancor azulado de tuas dunas...

no verde das tuas águas salgadas...

nos silêncios passarinheiros, os sabiás...

cantam para as felizes alvoradas...

e seu canto vai também para os crepúsculos...

laranja avermelhando pro dourado...

calmos, silenciosos, sempre muitos...

luares à beira mar... do outro lado...

Te olho como uma brisa leve e quente...

que passa pós a chuva a anunciar...

que guardo com amor, saudosa-a-mente...

Stella Maris, Salvador-Bahia.

Duka Souto

Pérola do Semi-Árido



Nos olhos do sertanejo
A seca do licuri
A pele rachada, da seca
Mas nunca se deixa de ri
A simplicidade do povo
Que labuta o dia inteiro
E ainda pega na viola
Se junta também com o pandeiro
Trabalha a semana, pra feira
Pra comprar o de comer
Recebe quase uma esmola
Chega ser difícil de crer
Comprando a subsistência
Sua alimentação
Ainda dentro da bondade
Sobra um para doação
Reza pra chuva cair
Pro sertão se enverdecer
Pra cultura licuri
Nunca desaparecer...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nunca...

Nunca, é muito tarde...
e foge dos princípios...
pois só o que é perto, arde...
invade os sentidos...

Nunca, é tão distante...
que o perto, desaparece...
embreaga o belo, o infante...
toda noite, então, amanhece...

Nunca, é o contrário...
o oposto pólo do eixo...
fica no imaginário...
o que penso, contudo deixo...

Nunca, existirá nada...
capáz de nunca ser...
nunca, será a morte...
nunca deixe de viver...

Duka Souto.

sábado, 15 de agosto de 2009

Comia-se a noite,
naquela tarde, ensolarada
de chuva, na janela
d'um quarto sem janelas...
E numa quina, bem dobrada
ouvia-se a noite
gritando pro dia:
Podia ter sido, de madrugada
Quem sabe? outra hora...
Senhora... tão nua
Lua de sorriso
preciso ir, não fique
salpique de estrelas
belas brilhantinas
e a noite... calada...
pincelando rimas.

Duka Souto.

domingo, 9 de agosto de 2009

Virtude...

A poesia virtude dos bôbos.
Retiram a própria cabeça da forca,
Como as palavras saltitam da boca,
Conquistam rei e o rebanho dos tolos...

Com versos simples, encantando a todos,
Vão recitando, as histórias mais loucas.
Contam que os cordeirinhos são lobos,
E arrancam suspiros das jovens moças.

Ora... contudo são poetas tristes
Que vivem sempre a desejar a morte.
No bote, a cada verso que persiste...

Dão sua alma quando tiram a sorte,
Mesmo perdendo mostram que existe...
Também nos fracos, algo bom e forte.

Duka Souto.
10 de agosto de 2009.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Brincadeirinha...

pinto aqui sentado na cadeira
uma versão derradeira
dum poema inexistente...

louco como uma longa bebedeira
e uma puta cachaceira
embolando num repente...

beata na festa da padroeira
ao lado da macumbeira
rezando e dando as mãos...

oração que se ora por inteira
cada um da sua maneira
seja branco ou tição...

o vão dessa mente inconsequente
se separa com um traço
que ninguém consegue ver...

e o laço se desfaz na tua frente
surgindo no embaraço
e o que eu tento dizer...

é coisa boba sem explicação
é viagem de doidão
que hoje ainda não fumou...

mas vive a se perder na imensidão
nas palavras o tesão
cada verso que indagou...

mas traga o cigarro pra janela
pra não incomodar ela
com a catinga da fumaça...

e faça numa folha amarela
coberta de aquarela
um cajú virando passa...

se olha a lua toda prateada
com a boca arreganhada
cara de abestalhado...

pegando o pandeiro na embolada
numa rima bem quebrada
o som fica arretado...

eu posso passar a noite todinha
com essa brincadeirinha
de rimar visse doutor!?

mas tenho que sair mesmo agorinha
por que tem gente na linha
querendo o computador.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Queria não...

queria ser só...
queria não amar...
ninguém além de mim...
queria remover o nó...
queria arrancar...
e se assim...
fosse...
eu não seria...
eu...
não seria poesia...
nem prosa...
seria um amargo...
cinza seria a rosa...
não teria o trago...
não traria em mim...
ela...
ficaria eu...
assistindo da janela...
a vida passar...
e nem a mim mesmo...
poderia amar...

Lágrimas Sêcas

Lágrimas...
me escorrem dos olhos...
um dia daqueles...
em que penso em...
com tudo acabar...
finalizar a vida...
dar vez a...
quem sabe a morte...
mas...
sair da vida como um covarde...
como um fraco...
isso não...
já acabei com minha vida outra vez...
e ela... a vida...
me mostrou que na fraqueza assumida...
ganho força...
e forte-fico...
para continuar a jornada...
a Odisséia...
embora a angústia...
a saudade...
e a tristeza...
sejam presentes...
mas que presentes seriam estes...
que trazem dor...
trazem lágrimas...
agudas...
ácidamente acutíssimas...
corroem-me por inteiro...
ou quase isso...?
não sei... mas...
hoje meu fim de dia foi assim...
triste...
promessas que tive que cobrar...
recebendo como resposta...
_tudo tem que ser no seu tempo? ...
_e o meu tempo?...
duelo de egos...
é...
é...
contudo...
a poesia proseada me ajuda...
faz-me derramar lágrimas sêcas...
de saudade sêca...
de tristeza sêca...
de insatisfação...
seca...
viram pó...
mas não inalo-o mais...
pelo contrário...
sopro-o...
só por...
não querer mais...
sentir o cheiro...
e simplesmente...
cristalizo minhas lágrimas...
e choro.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

todo Santo dia de Santo.

curvas...
entrelinhas...
dos pensares...
palavras...
que falam...
versos...
certos...
de que errar...
não é errado...
o erro é...
não tentar...
exitar...
a experimentação...
de novas formas...
novas cores...
novas certezas...
incertas...
maneiras de olhar...
e ver...
tipos de postura...
diferênças...
de luz...
e sombras...
antagônias...
antônimos...
marias...
antonios...
etinias...
caras...
rostos...
caretas...
loucos...
anjos...
demônios...
deuses...
diabos...
almas...
risos...
brisas...
tormentas...
lágrimas...
felicidades...
do apenas...
ser...
e tentar...
ser...
melhor...
ou diferente...
dia...
e noite...
todo...
santo...
dia...
é...
de...
santo...


terça-feira, 23 de junho de 2009

cinza...

Olhando em volta...
do pensamento...
um rebuliço...
uma coisa louca...
o gosto...
da tinta...
na boca da pintura...
o azul no cinza...
quantifica pouca...

A causa...
a origem...
a nascente do fato...
no ato a fumaça...
que passa...
encharca...
o verde queimando...
no fogo azulado...
no trago...
o engasgo...
onde tudo embassa...

Compassa...
no modo também...
ritimado...
molhado, embora na fala...
a secura...
a loucura só observando...
a certeza...
da clareza dum campo...
florido em fartura...

Na estrutura...
do tempo onde o ser...
se completa...
ser poeta...
até sem saber escrever...
olhando no fundo...
de cada alma quieta...
ouvindo o que...
elas tem a lhe dizer...

domingo, 14 de junho de 2009

As Pétalas

as pétalas...
são os braços da flôr...
abrigo para seres de poesia...
os abraços orvalhados delas...
florescem cores quentes...
alegrias...
filtram as tristezas...
com beleza...
leveza e sintônia...
espalham pelo ar...
o perfume do amor...
onde a cor...
não se define...
muito logo ilumine...
e cristalize...
pelo toque de sua seda...
na pele...
arrepiando os pelos...
acolhendo meu ouvido...
em seu colo...
me acalmando com seus...
cardíacos batimentos...
livro-me de pensamentos...
viajo por entre estrelas...
carregado pelas pétalas...
da minha flôr...
perdido...
no sentimento colorido...
e florido...
que chamo de amor...

Duka Souto 09

Só...

como fossem nuvens...
um cobertor esquenta o frio...
o dia de sol gelado...
ao lado...
a solidão...
o espaço vazio entre eu e mim...
o fim...
da semana dando início...
à doçura...
ao estar próximo de...
ninguém...
apenas os eus...
se retratam em poesia...
sem rimas...
sem flôres...
só palavras...
de soletude...
substâncial...
o ato de estar só...
e só estar...
sentado à cama...
obsvervando os quadros...
pendurados nas paredes do quarto...
viajando através deles...
indo a outros lugares...
estando no mesmo lugar...
movendo apenas dedos...
e a alma...
sempre acalma...
e a calma...
traz a paz...
de estar só...
na solidão...
no espaço vazio entre eu e mim...

Duka Souto 09

Abrigo

o abrigo...
do amor...
é o carinho...
a paixão...
dos corpos...
suados...
a saudade...
da brancura dela...
do olhar...
do sorriso...
do falar...
do silêncio...
...
é quando...
assim...
sem mais...
os sabores...
e arômas...
se revelam...
e revelam...
na pele...
de meu corpo...
o suor dela...
em gotas de orvalho...
quentes...
nas suas pétalas...
minha flôr...
meu abrigo...
meu amor...

Duka Souto 09

quinta-feira, 14 de maio de 2009

como se fossem acasos...
num silêncio de profunda paz...
ou apenas ouvidos muito sensíveis a pensamentos...
escutando-os insessávelmente quando partem daquela flor...
isso é como se, para ele, completasse...
autenticasse ainda mais aquele sentimento...
aquele amor... esse amor...
e assim... num bailar de bolhas coloridas...
sorrisos e olhares...
toques corpo a corpo...
as energias somadas resultando a unidade...
dizem sem palavra alguma...
a coisa intensamente... natural...
a completude... de...
não sei dizer... com palavras...
senti-la já é de uma imensidão...
só quem sentiu algo parecido tem uma leve idéia...
nisso... nesse balet de bolhas bailantes...
brincantes... o poeta e sua flor...
vivem...
amam-se...
cozinham feitiços com a colher de pau...
mistaram sabores...
cores nutritivamente... delicosas...
e, em particular...
são tantas coisas...
tantas semelhanças...
tantos completares...
danças...
degustes...
aromadamente...
dôces, picantes, numa mixigenação...
de tons de luz...
ardente...

Re-Encontro

Re-Encontro

14/05/09

No re-encontro sonoro...
no qual almas... formam-se em notas...
música... energia... em compassos...
saudades... que viram canção...
fazem do som um irmão...
o vão da eternidade...
se abre... na evocação...
todos são um na verdade...
das teclas à percussão...
das cordas vocais ao pinho da viola...
a música se desenrola...
como um novelo de lã...
embora o tempo meio curto...
momentos que duram pra sempre...
cravados no meu absurdo...
nas notas que tocam na mente...
sente...
sente...
e escuta...
compassa o compasso...
sem batuta...
o maestro eu chamo de pai...
tem gente que chama de deus..
o que importa é que o som vai...
sair ao encontrar irmãos meus...

Recife Souto

Saudade desse Recife...

Saudade desse Recife...

13/05/09

Recife de rios e mar...
Do Paço, do Marco, das pontes...
Do Capibaribe, da lama...
Para qualquer lado que apontes...
Recife da velha Moeda...
Do Parque Treze de Maio...
De amigos, irmãos, doutros sons...
Do maracatu no embalo...
Recife de Olinda irmã...
De onde te vejo mais bela...
Da Sé, lá no alto sentado...
Te pinto em poema e aquarela...
Te deixo mas fico aí...
Ou aqui onde quer que esteja...
Te levo comigo Cidade...
Mesmo que tu não me vejas...
E os anos podem-se passar...
Tuas cores mudar ou em parte...
Nessa lama do encontro rio-mar...
Respiro no odor tuas Artes...

sábado, 18 de abril de 2009

...

Agora...
depois...
do momento...
triste...
alegre...
mente...
minha...
solidão...
se esvai...
vai...
e cai...
mas...
se...
levanta...
e...
dança...
com...
a...
alma...
do...
palhaço...
ferroza...
dourada...
de sol...
e...
forte...
como...
o...
aço...
e o laço...
mais...
parece...
uma...
borboleta...
batendo...
suas...
asas...
pelo...
campo...
toando...
um...
solo...
de...
escaleta...
deixando...
de...
tristeza...
e...
de...
pranto...
um...
tanto...
a mais...
de...
felicidade...
por...
onde...
o...
pôr-de-sol...
é mais...
laranja...
esbanja...
versos...
versatilidade...
verdade...
coisa...
simplesmente...
bela...
pintada...
numa...
tela...
colorida...
saudade...
feita...
a...
dedo...
e...
aquarela...
sol-i-taria-mente...
dolorida...
rompida...
pela...
poesia...
cheia...
de...
sentires...
verdes...
como...
as...
folhas...
clareia...
areia...
quente...
vira...
bolhas...
de...
vidro...
transparente...
fino...
é...
frágil...
mas...
ágil...
como...
quem...
tá...
com...
a...
libido...
e...
forte...
como...
a...
morte...
que...
quer...
vida...
a...
flor...
que...
é...
mais...
que...
colorida...

...

...

...

...
...
...
DukaSouto...
...
...

...

Sol-i-dão

cores... onde mora o sentimento...
o tempo... de ser só...hoje consome...
a fome... some e o contentamento...
libera... a fera... o lobisomem...

coisas... aleatorimamente sem nexo...
palavras... que se expressam ao pensar...
loucuras... transformadas aqui em versos...
lápsos... de verdades... ao só estar....

porém... há beleza em tudo isso...
e nunca... nunca é pouco eu diria...
falando... sem ter som ou alegria...

faria... tudo para tê-la agora ao lado...
não tenho... a poesia fala disso...
fico... então me sentindo abandonado...

Duka Souto
18/04/09

domingo, 26 de outubro de 2008

escrevendo pra saudade passar...

saboreando a amargura
que a saudade
traz...
tornando-a
doce de gostura inigual...
amar a ti tanto quero sempre mais...
os Z's os A'sos P's e todas...
letras que juntassem palabras bobas...
flores que em ti se fundem...
desabroxamem cores rios delas surgem...
as vejo com os olhos de criança...
querendo cirandar de mão dada com "a menina dança"...
na dança do amor...
da vida ao teu lado...
palavras tolas do teu poeta apaixonado...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Suando de Amor

e o amor, escorre pelos poros...
como uma samambaia cheia de esporos...
eu cheio de néctar de fulô...
nessa saudade louca, nesse fervor...
calor, que sinto falta em minh'alma...
o cheiro dessa moça que a meu ser acalma...
me faz bailar com a brisa e o vento...
a cada momento me elevo à imensidão...
me descubro a dois, me perco no tempo...
e brilha a lua, em meio a escuridão...
quando o arôma, me entra pelas narinas...
a paixão arde, e me esquenta por inteiro...
quando me invade, com a sutileza de menina...
sinto-me leve, saciado... com meu amor... derradeiro...

Duka Souto

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dentro do ônibus, descobri uma nova realidade...

Realidade.

Realidade,
Na verdade, não sei como definir.
E sem resposta,
Na proposta, a fantasia construir;
Dessa maneira,
A realidade verdadeira deixaria de existir;
Sucumbiria,
Nada seria, nem tristeza nem sorrir.
A realidade,
Penso eu, não seria verdadeira;
E o real,
Por bem ou mal, não passa de brincadeira
De criança,
E a lembrança faz até arrepiar.
Na segurança,
Estendo a mão, tirando ela pra dançar.
Em outra instância,
A realidade seria que nem tatuagem;
É de verdade,
Dói e não sai, fica pra sempre aquela imagem.
Tem também,
A realidade, a verdade que é do rico;
É muito além da vaidade, que vê tudo tão bonito.
Do favelado,
A realidade é totalmente diferente;
O perigo mora ao lado,
A polícia bate forte, ainda chama de indigente.
E o presidente,
Na realidade, ta que nem cego em tiroteio;
Pois todo mundo lá do plenário,
Vive roubando muito dinheiro.
Por isso então,
Foi que eu disse: - da realidade eu não sabia;
Na realidade, não acredito;
Que seja tudo tão bonito;
Como os versos que tenho escrito;
Na realidade da poesia.

Duka Souto 26/09/07