sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

sinto

vontade de querer ser
o que eu desejo agora
outra vontade é apenas vontade ou querer?
quando não existe a fonte do principio
o meio é principio do fim
e no fim recomeça a dúvida
como chegar?
chegar?
onde? como? quando?
a vida incontante deixa vestígios de curvas inconstantes
na mala de meios estranhos me perco no futuro do meio
a necessidade das palavras me leva a crer que a vida é mesmo um mistério
por que?
o mistério, ou o meio?
sem certeza, de nada anseio...
e descubro...
uma interrogação...
como um ponto iluminado...
em meio ao breu...
na total... imensidão...
de desejos em ser aquilo que nao se pode prever
um tiro no escuro.


Mab, Duka e Zeg

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Manar...

Algo que vem de dentro...
explode fragmentando-se...
espalhando-me ao vento...
e um trovão relampejante...
me embranquece toda a vista...
nesse segundo de cegueira...
pela brisa flutuando...
me deparo com a flor...
e em suas angiospermas...
num entrelaço de caule e pernas...
intercorrendo, escorre o ato...
o mas genuíno dos atos...
eclode o meu sentir amor...

Duka Souto

Aflorizado...

um vaso vazio... 
cheio de terra... 
adubo... 
umidade... 
luz e sombra... 
mas um vaso vazio...


Duka Souto

sábado, 30 de outubro de 2010

Manifesto...

Um sentir... que não desejo a Seu Ninguém...
no meu protesto...
do acontecido...
falar do fato ocorrido...
que dele agora posso rir...

Foi-se o direito de ir e vir...
a hipocrisia, plaina e invade...
corrupção, propina...
vaidade...
a falta de educação...
criaram, um monstro...
morro acima...
repito...
à base de propina...
que agora, querem acalmar...

Não adianta dar esmola...
começa tudo na escola...
no incentivo ao professor...

Que hoje, recebe uma merreca...
mal paga o preço duma boneca...
até numa liquidação...

Dá aos futuros, educação...
investe, neles duas décadas...
não aliena, mostra a razão...
que então receberás a tréplica...

Duka Souto

Pra Ninguém...

O veneno...
é a brancura...
que a beleza...
dela, tem...
É o arôma...
quando atravessa...
as vias nasais...
só transformando...
potência do bem...
E o encanto...
o crescimento...
o amor se aquieta...
'té pra ninguém...

Duka Souto

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De veneta

o caos instala-se em minha mente...
me perguntando bem latente...
o que não sei se tem resposta...
me mostra...
o outro lado, de um futuro...
bem logo atrás...
desse meu muro...
o qual vou ter que desmanchar...
tem força...
e fundição bem estacada...
GG-50, concreto e massa...
e eu, meu braço...
e a marreta...
vou ter...
de ter a calma...
calma de um artesão...
que esculpindo...
talhando à mão...
faz sua arte...
de veneta...


Duka Souto

domingo, 17 de outubro de 2010

Realizando...

...uma promessa que esqueço...
mas sempre refaço-a, quando lembro de poesia...
escrevendo versos cheios de apreço...
compartilhando-os, pra ver se'alguém respondia...

Me engrandece, as loucuras pratilhar...
acho que todo mundo disso precisa...
de expressar coisas com rima ou sem rimar...
e dividir com um poeta ou poetiza...

Só agradeço aos seres dessa natureza...
por existirem, e em letras, se expressarem...
catando vírgulas do alheio, vêem beleza...
e as retissências pros poemas continuarem...

puxo um fio do seu tecer
para a palavra engrandencer
peço desculpas pela demora
mas o desenrrolar se faz agora

quando a rotina para p descansar
e as palavras me engasgam
as rimas me põem no colo
e me levam p passear

o meu querer intranquilo
essa sede de beber todo o mar
vontade de vivrar peixe
e na imensidão me lançar

pasmada com certas situações
força pra n desebar
não seguir o que me vem na mente
pra a raiva não deixar brotar



assim transformar o vinho em aguá
por a pomba gira pra descansar
mas sem deixar nada pra depois
na companhia do poeta
que me conduz a dança a dois...



Duka e Thais Maia

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Viagem

Ao falar de coisas...
coisificando a completude...
a direcionalidade dos sentidos...
que a poesia...
dá às palavras...
vê-se...
que a difernciação...
entre o eu fazedor...
e eu leitor...
produz...
uma gama de possibilidades...
interpretativas...
e sentimentais...
infinitamente...
vasta...
Tanto...
quem transcreve...
da alma...
quanto...
quem com a alma...
interpreta...
sentem...
um poemar...
único...

Duka Souto

Caldeirando...

Um aroma de saudade...
me enche d'água a boca...
me deixa apnéico...
e por segundos...
transcendo entre as cores...
de um jardim imaginário...
donde vem meu amar às flores...
e onde conzinho feitíços...
em meu caldeirão...
a lenha é o lápis...
o fogo, a alma...
o ingrediente fundamental...
amor...

Duka Souto

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

um riso no verso triste...
tinge de azul um pássaro...
que derramava...
lágrimas negras..
por um amor carmim...
e corria...
pelo dourado do sol...
certo... da sedutora rosa...
que a branca da Lua...
cuidava...
no planeta do Pequeno Príncipe...
está...
bem...

Duka Souto
Agora...
visto que a dor...
se despediu de alguém...
recordo que não choro...
e a dor...
pintada...
em meu couro...
ilusório...
tatua... carcumendo...
novamente... a mente...
como na noite...
de uma livre despedida...
e a alma...
leve e colorida...
flutua...
eu...
tatuado...

Duka Souto

domingo, 26 de setembro de 2010

eu desatino, e loucura vira verbo..
no momento, o qual escevro...
todo meu vebalizar...
conta que já fui ao inferno...
e enquanto nele, fiz nevar...
pois só vivo a transcendência...
toda absurdescência...
transformando, água em gelo...
gelando no desmantêlo...

domingo, 19 de setembro de 2010

quando Penso...

Para cada...
intervalo de silêncio...
o nada...
soa e entoa uma sinfonia...
e em cada coisa que penso,
que penso...
um bilhão de intervalos de silêncio...

DukaSouto

sábado, 18 de setembro de 2010

Virada

sem o poder de adormecer...
fico pela minha noite que amanhece...
o sono...
se vai... e esquece...
mas se lembra, do presente instante...
um Bach, nas caixas...
e o som deseja bom dia...
ao sol, nem vem se mostrar...
e nuvens da madrugada...
aguardam para...
quem sabe chover...
ou, simplesmente...
sublimarem...
no calor das horas que passam....

DukaSouto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sa-ú-da-de

Agora,
mais um pouco de saudade,
entre versos me invade,
e esvazia minha tarde...
Embora,
a tal flor que a mim namora,
não se encontra em sua carne,
por isso a saudade arde,
E demonstra sua beleza,
a falta, que se junta com a tristeza,
arruma a casa e põe a mesa,
vai colorindo a solitude,
e eu,
vou simplesmente descrevendo,
o mais encantador veneno,
da saudade, em verso puro...



Duka Souto

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Gostei!

abro a janela...
uma fresta...
de forma modesta...
só que ela passa...
a flor de minha primavera...
suave na brisa...presença... tão farta....
é quando o som do silêncio...
diz tudo calado....
e tudo acontece...
na verdade de tudo o que penso...
de tudo desfruto...
e o poema se tece...

DukaSouto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Shcwbethy

Hoje cheirei com saudade...
a flor de meu amor...
e minha vaidade...
resolveu... o tal momento...
transcrever em verso...
musicamos na mesa de bar...
desenhei-a com a ponta do meu dedo...
tomei distância, mesmo perto, e me apaixonei...
na observância de seu floral universo...

DukaSouto

Blues...

Uns versos salgados...
com sabor de sargaço...
o "mistério do planeta" revivido espéctadoramente....
decorrente de loucuras individuais...
não de propriedades autorais, por conta da Zuwuya...
é assim que conhecemos...
nosso Deus...
descobrimos...
nosso Diabo...
o que é verdade...
e que ninguém é capaz de mentir ao outro...
... a partir do momento em que o ouvinte acredita que é vero...
o mentiroso mente apenas para si...
isso é a criança...
a purificacência....
o não criar espéctativas...
a confiança...
o amor...
a amizade...
o respeito...
isso...
é apenas...
ser...

Duka Souto

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

o Curso

é a vida que segue seu curso...
o rumo é desconhecido...
o caminho perigoso e florido...
e as belezas espalham a paz...
mas sempre queremos mais...
que apenas um rumo desconhecido...
ou, um caminho perigoso e florido...
é a vida que segue seu curso...

Duka Souto

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Real?

hermetificando...
o pensamento...
transmutando...
o próprio ser...
nessa alquimia eterna em busca...
do fim...
da morte...
na curiosidade...
do pós morte...
questionar...
querer saber além...
além dos sonhos...
o que seria na verdade, o real?
o agora? o sonho? o amanhã?
não tenho essa resposta...
por isso...
paro de perguntar sobre...
vivo todos os dias...
sabendo que a qualquer momento...
pode ser o último...
tendo só, som, versos...
e as cores de uma poesia torta...
apenas agora,
posso dizer...
que vivo...
daqui a pouco...?
nem sei...
ontem...?
já foi...
por isso,
somente, por isto, é que...
fundo...
instituo...
faço expressar-se...
o meu real...

Duka Souto...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como me amar

quem sou eu para fazer alguém feliz...
se esse alguém já não for feliz sozinho?
se esse  alguém não tem amor por si...
como posso ser amado por ele?
como posso buscar fora, algo que...
está dentro de meu ser e eu não sei?
vou passar a vida inteira a procurar...
vou chorar,
gritar,
me matando pouco a pouco...
louco eu ficarei,
mas não pro bem...
cada dia me distanciarei do Zen...
cada vez que eu viver no amanhã...
ou lembrar daquela dor que já passou...
sempre que eu me virar para o passado...
do presente,
perderei todo amor...
que me amou,
enquanto eu estava ontem...
e o ontem morreu tanto quanto eu...
ficarei com as imagens e antes que sumam...
no instante,
em que as lágrimas me inundam...
e me afogam,
me tirando todo o ar...
como é que poderei amar a alguém?
se eu nunca descobri...
como me amar?

Duka Souto

terça-feira, 1 de junho de 2010

hoje a Tarde..

uma tarde gélida...
friamente aconchegante...
nos intervalos, entre a geladeira e o sofá...
o cigarro pendindo um café...
e as mão pedindo calor...
a mente pede um poema...
os carros passando pedem pressa...
eu peço calma...

Duka Souto

segunda-feira, 31 de maio de 2010

essa Tarde

um frio...
e o vento sopra...
o casaco esquenta o silêncio...
o sono vence a batalha...
as pontas dos dedos roxas...
lábios secos...
enquanto a flor adormece...
a chuva molha os cáctos...
e as orquídeas...
sorriem...
um sorriso úmido...
cheio de folhas grossas...
e versos...
da serra-de-disco...
gritam do corredor...
e silenciam...
e gritam...
e...

Duka Souto

quarta-feira, 26 de maio de 2010

no Trago

traga que eu trago...
o talo...
e queima a seda que envolve...
o mato na queimada arde...
e a mente, se desloca leve...
leva a fumaça verde...
madura ou quem sabe...
em quadros...
ou bolas pretas duras que esquentam...
pingam quando viram brasa...
com a asa vou a onde quero...
o belo fica mais lustroso...
ruído mais silencioso...
e o cérebro adormece então...

DukaSouto

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O passo...

o silencio das horas passando...
o tic-tac do ponteiro...
um verso, no presente instante...
e o louco do interessante...
é ouvir todo o som...

é bom...
vai relaxando...
e com as palavras aqui pintando...
aquilo que só vem na mente...
o enredo do meu repente...
recorda o passo do mameluco...
cabra de frevo, de pernambuco...
pernas pro ar, caixa e clarins...
em um segundo que se combina...
o pierrot, a colombina....
eu de bermuda, e camiseta...
flertando, de chinelo nos pés...
lembro de ti Olinda...
bela marin dos Caetés...

Duka Souto

sábado, 24 de abril de 2010

Vago pelo vento, no tempo
D'um compasso quaternário
Um mar de nuvens ao relento, no céu...
um gasoso balneário...

Duka Souto

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prece...

livrai-me da presença..
de quem não gosta de flores...
de quem puxa o nariz do palhaço...
de quem não deseja bom dia...
de quem adora cortar o laço...
de quem teme ser feliz...
de quem reclama ao ouvir música...
de quem finge que não escuta...
de quem não é aprendiz...
de quem representa ser outro...
mas a vida não é palco...
de quem proporciona o desgosto...
sempre com a alma lavada...
de quem quer tudo pra si...
de quem também não quer nada...
de tudo que não faz rir...
do fim do canto da alvorada...
da vida sem poesia...
do riso sem alegria...
do final da caminhada...


Duka Souto

Simbiose

Nas alvoradas... caminhando rumo ao sol...
encruzilhadas e esquinas, tateando o vento...
O tempo, mostra-se tão claro quanto a luz...
clarificando sensibilidade e sentimento...

A simbiose da energia,
vai nublando o meio-dia...
sombra no sol, faz a paz...
No intervalo da inspiração,
a imensidão que guia...
para nunca olhar pra trás...

Pra plantar flores no jardim da escuridão,
Desabrochar de várias cores, com as mãos pintando...
Todas as forças gravitacionais, se vão...
E por inércia, é que as coisas vão se transformando...

Duka Souto

sábado, 10 de abril de 2010

... ... ...

Como se pudesse...
fazer tudo que quer...
eu calo...
calo com um grito...
grotesco mas não aflito...
silencioso...
ruidoso...
e...
bonito...
como o primeiro passo adiante de uma criança que aprendera a andar...
como um velho banguelo que depois de anos volta a sorrir e mastigar...
como ter a primeira namorada... e no primeiro beijo... pensar... eu a amo...
sem nem mesmo saber o que é amor... e que ele muda com o tempo...
esse grito...
carregado de silêncio...
entorpecido de paz...
embriagado de mim...
eu chamo de poesia...

Duka Souto

Momento...

Um momento solitário...
num silêncio ruidoso...
automóveis a passar na rua...
a vida nua... na sua forma de se estar...
só...
sem a presença de ninguém...
acompanhado apenas de palavras...
que se deixam sair pelos dedos...
no estado em que a alma...
clama pela solidão...
na finalidade de conversar consigo...
e nesse abrigo...
ser...
e estar...
apenas...
só...


Duka Souto

sexta-feira, 9 de abril de 2010

...

E ela...
no jardim das flores...
travestida de menina, com seus olhos de fogo...
no silêncio...
como os olhos fechados...
o meu eu solitário...
escreve a ela de novo...
Pintada de pintas furta-cor...
reluzentes como madre-pérolas...
meu e dela é o nosso amor...
construído de dedos...
água e aquarela...

Duka Souto

O caderno da alma

Por horas...
versifica-se o tempo...
Ao relento...
o silêncio distrai...
O calor...
deixa o corpo sebento...
e sedento da vida...
sempre querendo mais...
Inicia-se...
o caderno da alma...
sempre com toda calma...
a escrita que vem...
Não pertencendo ao ser que a transcreve...
numa pausa tão breve...
a mente chega ao Zen...

Duka Souto

Deleitado

Suavemente... a poesia...retorna...
leve como a fibra de carbono...
colorida como a aurora boreal...
molhada e escorregadia como pedras de um rio de corredeiras...
simples como uma manhã em cidade de interior...
com palavras simples...
sem gramática normativa...
com um sorriso...quem sabe banguelo...
ou cheio de dentes de leite...
deleite-se...

Duka Souto


Rabiscam...

Os versos jogados no canto da sala...
A palavra, de ressaca, no sofá...
Advérbios e preposições famintas,
fuçam a geladeira e a dispensa,
em busca de papel, para degustar...

Um verbo, vestido de cupido, atira flechas de amor...
Substantivos, pronomes, artigos e todas as outras classes,
apaixonadas pelo grafite do lápis, em atrito com a madeira...

Rabiscam um poema...

Duka Souto.