sexta-feira, 26 de junho de 2009

todo Santo dia de Santo.

curvas...
entrelinhas...
dos pensares...
palavras...
que falam...
versos...
certos...
de que errar...
não é errado...
o erro é...
não tentar...
exitar...
a experimentação...
de novas formas...
novas cores...
novas certezas...
incertas...
maneiras de olhar...
e ver...
tipos de postura...
diferênças...
de luz...
e sombras...
antagônias...
antônimos...
marias...
antonios...
etinias...
caras...
rostos...
caretas...
loucos...
anjos...
demônios...
deuses...
diabos...
almas...
risos...
brisas...
tormentas...
lágrimas...
felicidades...
do apenas...
ser...
e tentar...
ser...
melhor...
ou diferente...
dia...
e noite...
todo...
santo...
dia...
é...
de...
santo...


terça-feira, 23 de junho de 2009

cinza...

Olhando em volta...
do pensamento...
um rebuliço...
uma coisa louca...
o gosto...
da tinta...
na boca da pintura...
o azul no cinza...
quantifica pouca...

A causa...
a origem...
a nascente do fato...
no ato a fumaça...
que passa...
encharca...
o verde queimando...
no fogo azulado...
no trago...
o engasgo...
onde tudo embassa...

Compassa...
no modo também...
ritimado...
molhado, embora na fala...
a secura...
a loucura só observando...
a certeza...
da clareza dum campo...
florido em fartura...

Na estrutura...
do tempo onde o ser...
se completa...
ser poeta...
até sem saber escrever...
olhando no fundo...
de cada alma quieta...
ouvindo o que...
elas tem a lhe dizer...

domingo, 14 de junho de 2009

As Pétalas

as pétalas...
são os braços da flôr...
abrigo para seres de poesia...
os abraços orvalhados delas...
florescem cores quentes...
alegrias...
filtram as tristezas...
com beleza...
leveza e sintônia...
espalham pelo ar...
o perfume do amor...
onde a cor...
não se define...
muito logo ilumine...
e cristalize...
pelo toque de sua seda...
na pele...
arrepiando os pelos...
acolhendo meu ouvido...
em seu colo...
me acalmando com seus...
cardíacos batimentos...
livro-me de pensamentos...
viajo por entre estrelas...
carregado pelas pétalas...
da minha flôr...
perdido...
no sentimento colorido...
e florido...
que chamo de amor...

Duka Souto 09

Só...

como fossem nuvens...
um cobertor esquenta o frio...
o dia de sol gelado...
ao lado...
a solidão...
o espaço vazio entre eu e mim...
o fim...
da semana dando início...
à doçura...
ao estar próximo de...
ninguém...
apenas os eus...
se retratam em poesia...
sem rimas...
sem flôres...
só palavras...
de soletude...
substâncial...
o ato de estar só...
e só estar...
sentado à cama...
obsvervando os quadros...
pendurados nas paredes do quarto...
viajando através deles...
indo a outros lugares...
estando no mesmo lugar...
movendo apenas dedos...
e a alma...
sempre acalma...
e a calma...
traz a paz...
de estar só...
na solidão...
no espaço vazio entre eu e mim...

Duka Souto 09

quinta-feira, 14 de maio de 2009

como se fossem acasos...
num silêncio de profunda paz...
ou apenas ouvidos muito sensíveis a pensamentos...
escutando-os insessávelmente quando partem daquela flor...
isso é como se, para ele, completasse...
autenticasse ainda mais aquele sentimento...
aquele amor... esse amor...
e assim... num bailar de bolhas coloridas...
sorrisos e olhares...
toques corpo a corpo...
as energias somadas resultando a unidade...
dizem sem palavra alguma...
a coisa intensamente... natural...
a completude... de...
não sei dizer... com palavras...
senti-la já é de uma imensidão...
só quem sentiu algo parecido tem uma leve idéia...
nisso... nesse balet de bolhas bailantes...
brincantes... o poeta e sua flor...
vivem...
amam-se...
cozinham feitiços com a colher de pau...
mistaram sabores...
cores nutritivamente... delicosas...
e, em particular...
são tantas coisas...
tantas semelhanças...
tantos completares...
danças...
degustes...
aromadamente...
dôces, picantes, numa mixigenação...
de tons de luz...
ardente...

Re-Encontro

Re-Encontro

14/05/09

No re-encontro sonoro...
no qual almas... formam-se em notas...
música... energia... em compassos...
saudades... que viram canção...
fazem do som um irmão...
o vão da eternidade...
se abre... na evocação...
todos são um na verdade...
das teclas à percussão...
das cordas vocais ao pinho da viola...
a música se desenrola...
como um novelo de lã...
embora o tempo meio curto...
momentos que duram pra sempre...
cravados no meu absurdo...
nas notas que tocam na mente...
sente...
sente...
e escuta...
compassa o compasso...
sem batuta...
o maestro eu chamo de pai...
tem gente que chama de deus..
o que importa é que o som vai...
sair ao encontrar irmãos meus...

Recife Souto

Saudade desse Recife...

Saudade desse Recife...

13/05/09

Recife de rios e mar...
Do Paço, do Marco, das pontes...
Do Capibaribe, da lama...
Para qualquer lado que apontes...
Recife da velha Moeda...
Do Parque Treze de Maio...
De amigos, irmãos, doutros sons...
Do maracatu no embalo...
Recife de Olinda irmã...
De onde te vejo mais bela...
Da Sé, lá no alto sentado...
Te pinto em poema e aquarela...
Te deixo mas fico aí...
Ou aqui onde quer que esteja...
Te levo comigo Cidade...
Mesmo que tu não me vejas...
E os anos podem-se passar...
Tuas cores mudar ou em parte...
Nessa lama do encontro rio-mar...
Respiro no odor tuas Artes...

sábado, 18 de abril de 2009

...

Agora...
depois...
do momento...
triste...
alegre...
mente...
minha...
solidão...
se esvai...
vai...
e cai...
mas...
se...
levanta...
e...
dança...
com...
a...
alma...
do...
palhaço...
ferroza...
dourada...
de sol...
e...
forte...
como...
o...
aço...
e o laço...
mais...
parece...
uma...
borboleta...
batendo...
suas...
asas...
pelo...
campo...
toando...
um...
solo...
de...
escaleta...
deixando...
de...
tristeza...
e...
de...
pranto...
um...
tanto...
a mais...
de...
felicidade...
por...
onde...
o...
pôr-de-sol...
é mais...
laranja...
esbanja...
versos...
versatilidade...
verdade...
coisa...
simplesmente...
bela...
pintada...
numa...
tela...
colorida...
saudade...
feita...
a...
dedo...
e...
aquarela...
sol-i-taria-mente...
dolorida...
rompida...
pela...
poesia...
cheia...
de...
sentires...
verdes...
como...
as...
folhas...
clareia...
areia...
quente...
vira...
bolhas...
de...
vidro...
transparente...
fino...
é...
frágil...
mas...
ágil...
como...
quem...
tá...
com...
a...
libido...
e...
forte...
como...
a...
morte...
que...
quer...
vida...
a...
flor...
que...
é...
mais...
que...
colorida...

...

...

...

...
...
...
DukaSouto...
...
...

...

Sol-i-dão

cores... onde mora o sentimento...
o tempo... de ser só...hoje consome...
a fome... some e o contentamento...
libera... a fera... o lobisomem...

coisas... aleatorimamente sem nexo...
palavras... que se expressam ao pensar...
loucuras... transformadas aqui em versos...
lápsos... de verdades... ao só estar....

porém... há beleza em tudo isso...
e nunca... nunca é pouco eu diria...
falando... sem ter som ou alegria...

faria... tudo para tê-la agora ao lado...
não tenho... a poesia fala disso...
fico... então me sentindo abandonado...

Duka Souto
18/04/09

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dentro do ônibus, descobri uma nova realidade...

Realidade.

Realidade,
Na verdade, não sei como definir.
E sem resposta,
Na proposta, a fantasia construir;
Dessa maneira,
A realidade verdadeira deixaria de existir;
Sucumbiria,
Nada seria, nem tristeza nem sorrir.
A realidade,
Penso eu, não seria verdadeira;
E o real,
Por bem ou mal, não passa de brincadeira
De criança,
E a lembrança faz até arrepiar.
Na segurança,
Estendo a mão, tirando ela pra dançar.
Em outra instância,
A realidade seria que nem tatuagem;
É de verdade,
Dói e não sai, fica pra sempre aquela imagem.
Tem também,
A realidade, a verdade que é do rico;
É muito além da vaidade, que vê tudo tão bonito.
Do favelado,
A realidade é totalmente diferente;
O perigo mora ao lado,
A polícia bate forte, ainda chama de indigente.
E o presidente,
Na realidade, ta que nem cego em tiroteio;
Pois todo mundo lá do plenário,
Vive roubando muito dinheiro.
Por isso então,
Foi que eu disse: - da realidade eu não sabia;
Na realidade, não acredito;
Que seja tudo tão bonito;
Como os versos que tenho escrito;
Na realidade da poesia.

Duka Souto 26/09/07

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Coração de poeta...por Nai...

Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Coração de Poeta - Para Duka Souto
A alma tímida
toca
sem tocar
a beleza pura
dos olhares
revelados
Soutos
Detalhes
coloridos
o amor, o fogo
à dançar
com
a flor
na
lua cheia.

Naiana Magalhães

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Malabarista de palavras

Malabarista de palavras

com as palavras vou brincando
e com elas me divirto
pro alto elas jogando
o sobe e desce se alternando
enquanto eu estou pensando
deito o oito... infinito...

as formas de pensamento
expressões e sentimentos
de repente esse momento
o tempo, vai equilibrar...

como um malabarista
vai jogando oito claves
eu te mostro oito imagens
mas tu tem que acompanhar...

se o contacto hipnotiza
te faço enxergar a brisa
sinto um frio na barriga
me arrepio por inteiro...

o bastão roda com fogo
tu olhando fica bôbo
e eu olhando no teu olho
vejo que é verdadeiro...

o palhaço com seus arcos
eu com os meus embaraços
pinto um desenho sem traços
pincelando certas cores...

um poi de fogo swingando
o infinito contornando
a flag o vento vai quebrando
junto com ele, vôam flores...

agora que ja mostrei
oito imagens ilusórias
com palavras tão simplórias
cheguei na minha conquista...

provando por a + b
tu chegasse até a vê
que com palavras da pra ser
também um malabarista.

Duka Souto 23/08/07

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

malabares e magia...a magia do circo sem tenda...

Malabares e Magia

Nesse circo sem tenda...
Onde a arte faz magia...
Faz contacto na emenda...
Malabares, alegria.

O amor irradia a noite...
Repleta de poesia...
E onde o fogo, dá início ao jogo...
A luz do led alumia.

Tem palhaços a brincar...
Ri a criança boba...
Tudo a admirar.

Enquanto o diabolo voa...
O som embala e soa...
Faz o swing-de-clave bailar...
Tem pelotas coloridas...
Que me causam confusão...
Com subidas e descidas...
Alternadas cores vivas...
Não sei nem quantas que são.

Música, dança, arte circense...
Energia boa de gente...
Poesia de repente...
Fico até abestalhado.

Com esse circo sem teto...
Que ao público é aberto...
Nele nunca fico quieto...
Liberto... meu eu renegado.

Duka Souto e Dery Lima.
15 e 16/08/07

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Quem sou eu...

Quem sou eu...

Moro...onde o vento faz a curva...
Quando choro...torrencial eu sou a chuva...
Molho a terra...faço semear...
Brota...por onde passo...
Risos...gargalhadas...cantarolar...
Canção...alegria...é o que faço...
Encanto...corações...
Num desses duros...
Derreto...paixões...
Derrubo muros...
E batalhões...
Desperto sussurros...
Descrevo...vidas...
Em meio à seca...
Vejo cores...floridas...
No cinza...
Sou arco-íris...
No ar...
O voar dos colibrires...
Na savana...
Sou veloz como o guepardo...
Sou o tempo...
O momento...
Nunca tardo...
Sempre olho...
O que quase ninguém vê...
Cada ser...
Cada traço...
A diferença...
A sutil...elegância da existência...
A vital...desesperança...
A decadência...
A inteligência...
Popular...e erudita...
A bizarrice...
A estranheza...
A coisa bonita...
A inquietude...
A incerteza...
O velho...o novo...
A plenitude...
A clareza...
O esperto e o bobo...
Sou o Deus...
O Diabo...
O céu...o inferno...
O Coliseu...
O Empire States...
O clássico...
O moderno...
Posso voar...
Sem ter asas...
Ou motor...
Conheço o espaço sideral...
Galáxias...
O universo...
Sou a tristeza...
O prazer...
O gozo...a dor...
O ódio...
O amor...
O simples...
O complexo...
Ando a pé...
Com os pés no chão...
Sou um ponto...
O infinito...
A imensidão...
Como um quadro...
Já pintado...
Sou eterno...
A criança...
A brincadeira...
A dança...
O velho...
A memória...
A lembrança...
O nariz do palhaço...
A prata...
O diamante...
O bronze...e o aço...
O repente...
O verso...
A lissergia...
O romântico...
O barroco...
A modernia...
Geralmente...faço da noite...
O meu dia...
Me apresento...
O meu nome...ontem e hoje...
É poesia...

Duka Souto...26/07/07

terça-feira, 24 de julho de 2007

Risos...

risos.......
meio sem jeito...
venho retrucar...
que diante de tolas palavras...
nao precisas te curvar...
cada um...
ser...
tem sua maneira de expressao...
na verdade...
eu que agradeço...
eu que sou oitamente-deitado grato...
por poder estar contigo...
e esquecer do tempo e espaço...
tendo fotografado tais imagens...
e descrito sensaçoes...
revivido os sentimentos...
que surgiram ao teu lado...
ter do teu lado gargalhado...
na tua dança ter daçado...
e no teu corpo me esquentar...
fazendo o meu frio passar...
e cada dia que acabava...
e começava...
eu por ti me apaixonava...
novamente...
de uma maneira...
derradeira...
inocente...
intensa...
imensa...
leve...
por ti...
meu cristal de neve...
quente...
ebulindo...
me esquentando...
minha vida colorindo...
meu silencio silenciando...
minha noite clareando...
meus dias...
alegressendo...
e eu...
se deixar...
ficarei...
escrevendo...
so aqui me deliciando...
de teu ser de flor e carne...
me lembrando...
da luz...
tua luz...
que me guia...
essa luz...
tua luz...
energia motriz...
que...
a...
meu...
amor...
conduz...

Duka Souto 27/06/07

Brinco de ser gente...

Brinco de ser gente...
E vivo...
Sendo assim eu vou...
Prossigo...
Digo...
Calo...
Ouço...
Entalo...
E o olho...
Apertado...ninguém vê...
O fogo esquenta...
faz o escuro...
acender...
o vento...
traz o frio...
e o tempo...
o arrepio...
se penso...
logo rio...
e um rio...de sangue...
corre nas veias...
eu e minhas raízes de mangue...
hoje em dunas de areia...
onde a lua cheia...
na praia a noite clareia...
e o mar...
o quebrar das ondas...
coqueiros a chiar...
parecem chuva...
um pôr-do-sol...
lilás...cor de uva...
que bela visão...
que bela Bahia...
que lindo lugar...
que louca energia...
que louca cidade...
que loucos poetas...
ruas tão repletas...
pura poesia...
de tarde...noite...madrugada...
também até de dia...
nos bares...botecos...
palhaços...bonecos...
pura lisergia...
jardins... fulôres...
rumores...
sussurros...
olhares...amores....
puladas de muro...
bebidas...licores...
cervejas...e vinhos...
legumes e massas...
carnes e carinhos...
calores...umidades...
suor...e tesão...
paixão...e sabores...
infinita imensidão...

Duka Souto 25/07/07

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Como eu sou miúdo...Da Fumaça

Da Fumaça...

Lá de cima...
É que se vê...
A minimalisse do humano...
A pequenez me tomou conta...
Me senti planta...
Ácaro...
Mosquito...
Vendo o horizonte infinito...
Alinear...
Irregular...
Torto...
Diferente do mar...
A linha reta...
A delimitação...
Entre a água...
E o céu...
Olhando da fumaça...
A neblina sob os morros...
Faz um véu...
E o céu...
Não tem regra pra começar...
Hora mais do alto...
Hora mais de baixo...
Sempre surgindo em um novo lugar...
E o ar...
Frio...
O vento...
Enlouquecido...
Forte...
Veloz...
Periculoso...
Olhando lá de cima...
A água quase nem chega ao fosso...
E o alvoroço...
De mim pra fora...
Deu vontade de pular...
Naquela hora...
De ir embora...
Mas não o fiz...
Quis mesmo foi voltar...
Subir por baixo...
Pela fenda...
Bem na emenda...
Que não conheci...
Fiquei devendo outra visita...
Pra fazer a caminhada...
De Lençóis...
À Andaraí.

Duka Souto...27/06/07

primeiras palavras do Capão...

Primeiras palavras...

Flores, cores, amores...
Dias inesquecíveis...
Imagens indescritíveis...
Sensações impares...
Uma fotografia a cada olhar...
Uma flor em cada cerca...
Que beleza...
Que lugar...
O encontro infinito de almas...
Elas se fundindo...
Se aquecendo...
No frio...
Que frio...
As energias corpóreas...
Se completando...
Os rios...
A água fria...
Lembranças...
Eu só-ria...
A alegria...
A simplicidade...
A natureza...
As flores...
As trilhas...
A neblina...
Pairando sobre o morrão...
O riachinho, a fumaça...
O rio preto...
A purificação...
Minhas memórias...
Minha visão...
As minhas primeiras palavras...
Dos dias que fiquei na chapada...
No vale do Capão...


Duka Souto 26/06/07

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Outras coisas...como ja tinha escrito coisas e sairam mais coisas ficaram entao outras coisas....

Outras coisas...

Coisas de ver...
Coisas de tocar...
Coisas de sentir...
Sem ter que enxergar...
Coisas do vento...
Coisas do mar...
Coisas de silêncio...
Coisas de falar...
Coisas do momento...
Coisas do passado...
Coisas do escuro...e do iluminado...
Coisas do sol...
Coisas da lua...
Coisas de mim...pra pessoa tua...
Coisas de músicas...
Pra quem as escuta...
Coisas de beata...
E coisas de puta...
Coisas do tempo...
Coisas de criança...
Coisas que não voltam...
Coisas da lembrança...
Coisas inofensivas...
E coisas sensatas...
Coisas de concretude...
Coisas até abstratas...
Coisas de sinergética, entusiástica...energias...
Coisas intuitivas, modestas...autruístas...
Coisas desapegadas, telepáticas...
Coisas mistas...
Coisas organizadas...em desordem seria...
Pensamentos que escorrem...em...
Coisas de poesia...

Duka Souto...10/06/07

vento...

Vento...
Na sinfonia das folhas...
No fogo e seu balé...
No sabão e suas bolhas...
No que ele leva...
E o que ele é...
No que ele prega...desprega...
Esquenta e congela...
Demolidor e construtor...
Tão calmo...e...às vezes...assustador...
Sereno...
Imprevisível...
Brisado...
Indestrutível...
Incomparável...
Imparável...
Incontestável...
A tudo atento...
Inconsumível...
Silencioso...
Até audível...
Com um som meloso...
Inconfundível...
Presente agora neste momento...
Mexe na água...
Mexe na terra...
Dança com as flores...
Na primavera...
Ele é o ar...
Em seu movimento...
Já ouvisse dele falar!?
Ele é o vento.

Duka Souto...10/06/07

Um pouco de mim...mas muito de mim...

Um pouco de mim...


Trago no ombro o sol...
No rosto um sorriso...
Nos olhos um farol...
É o que preciso...
E digo...
Que as palavras brincam comigo...
E eu com elas...
Me divirto...
Me sinto...
Me encontro...
E me perco...
Troco o fim pelo começo...
A noite pelo dia...
Seria...
E é...
Assim...
Pra mim...
Nasci poesia...
Quem diria...
Relutei...
Tentei fugir...
Não deu certo...
Ganhei mais força...
A cada verso...
E o universo...
Ficou pequeno...
Miudamente enorme...
Colorido...
Luminoso...
Claro...
Mas é claro...
Por isso falo...
E calo...
E mudo...fico...
Ao olhar um olhar tão bunito...
Por isso escrevo...
Cortejo...
Corro atrás e roubo um beijo...
Ofereço uma flor...
A outra flor...
Amor...
Talvez...
Com certeza...
Talvez...
Na incerteza...
Amo...amar...
Inclusive...
Se observo...
Uma flor desabrochar...
Fico bobo...
Tolo...
Abestalhado...
Longe...
Ou pertinho...
Do lado...
Sentindo um doce cheirinho...
De flor...
E como um colibri...
Desgusto...
Justamente...
É o que faço...
No compasso...
Risco e traço...
Beijo e abraço...
Avuando...parado...
Falando calado...
E olhando de olhos fechados...
Tudo é pele...
É tato...
É pétala...
Chega a ser chato...
O que é mais gostoso...
E meu peito...
Frondoso...
Vibra...
Revira...
Percussão...
Pandeiro...
Tamborim...
Alfaia...
Surdão...
Repique...
Repica...
E chocalha...
Chiando...
Chic-chic...
Ganzá...
Não falha...
Vai e me leva...
Me embala...
Me tira pra dança...
Me leva pro seu jardim...
Fica na lembrança...
Não sai mais...
De dentro de mim...
E pra mim...
É lindo...
É fabuloso...
Vai pro papel...
Fica delicioso...
Gosto...
Do gosto...
E quem não gosta?
De sentir-se ganhador...
Sem fazer aposta!
Se mostra...
Se esconde...
Se revela...
E revela...
Por onde...
Passa...
E olha...
Flores nos jardins da memória...
E a historia...
Vai chegando ao fim...
Pensamentos meus...
De um eu...
Um pouco de mim...


Duka Souto 04/06/07

sábado, 26 de maio de 2007

Barbuleta...essa minina visse!? adoro....

Barbuleta...

energia...
metafisica pura...
amizade que começa...
por tempo indeterminado dura...
assim...
aprendendo a voar...
digo...
re-digo...
e digo de novo...
coisa boa ter gente q nem tu no mei do povo...
rio...
de risada mermo...
onde a correnteza...
faz muitos redemoinhos...
e nesses aspirais enormemente coisadinhos...
é que olho tudo com beleza...
na certeza...
da incerteza...
é onde encontro o prazer...
de ser...
estar...
conhecer...
e entao...
puder...
ter poder...
para crer...
que posso...
voar sem olhar pra trás...
sem remorso...
de ir além do que os olhos...
comuns...
enxergam...
até naqueles que um mero olhar...
nos negam...
e pregam...
se pregam...
se pegam...
olhando pelo canto olho...
com maleita...
é que vejo...
a sintonia perfeita...
da lagarta que vira...
barbuleta...

duka souto
26/05/07

Formosura desvairada...essa menina...gosto dela...tenho um carinho profundo por ela...e ela sabe...kkkk

Formosura desvairada...

moça bela, de tamanha formosura
encarnada numa louca desvairada
todo charme se perde sem compostura
se questiona sempre com a pergunta errada...mudaria se se olhasse no espelho
enxergasse sua aura de luz clara
saberia enfrentar todos seus medos
entretanto nao conhece sua alma...já mulher so se vê como criança
nao procura distinguir certo e errado
sem nem durmir, cansada mesmo entra na dança
desaba em choro por nao ter alguem do lado...porém, terá de caminhar com a solidão
até que chegue a hora de se encontrar
solitária, vagar pela escuridão
um anjo bom meio distante a lhe cuidar...lhe lembra, a claridade do calor do dia-a-dia
fala que a lua tem um sol pra se esquentar
diz que a chuva vem lavar, se arrepia
pergunta ao vento como pode lhe ajudar.

Duka Souto